segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Informática na Educação

Com o avanço da tecnologia nas últimas décadas, principalmente dos computadores, tornou-se mais fácil se discutir, cada vez mais, a utilização de recursos da informática na educação.

Mas será que esses recursos, por si, são suficientes para que o aprendizado do aluno aconteça?

Deve-se entender, acima de tudo, que o computador é apenas uma ferramenta. Uma ferramenta assaz útil, que pode elaborar planilhas, gráficos, fornecer uma fonte de pesquisa ampla e abrangente, mas não deixa de ser somente uma ferramenta. Sem um projeto pedagógico bem elaborado para direcionar o aprendizado estruturado em tal instrumento, torna-se incompatível a evolução e progresso da atividade educacional pela presença de meios tecnológicos. É aí onde entram os profissionais treinados e preparados para usar dos meios que lhes foram disponibilizados, e esse é o grande lance do ensino com tecnologia informatizada.

A influência dos pais é positiva no processo, principalmente quando ele participa ativamente da construção do aprendizado. Em breve, todas as escolas seguirão um modelo semelhante a uma existente em São Paulo, onde, via Internet, os pais podem verificar o crescimento acadêmico dos filhos.


Fontes:
http://www.suapesquisa.com/educacaoesportes/informatica_educacao.htm
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL989305-6174,00.html

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Informática: a regulamentação profissional

A necessidade de regulamentação das profissões em tecnologia da informação é tema de diversos projetos de lei desde a década de 70.
Temos alguns pontos a considerar:
Negativamente
Risco de corporativismo - o exercício da profissão é fiscalizado pela própria classe e não pela sociedade a quem cabe servir.
Risco de cartelização - somente profissionais pertencentes à classe é que podem exercer a profissão (reserva de mercado). Hoje em dia é difícil estabelecer uma fronteira que distinga entre um engenheiro eletrônico que projete programando micro-controladores e um profissional da área de informática que realize a mesma função.
O estabelecimento de um currículo mínimo para exercer a profissão pode engessar o processo rápido de desenvolvimento da área.
A dinâmica da área não permite caracterizar as "atribuições" do profissional.
A tendência é pela desregulamentação das profissões.
A Sociedade Civil possui instrumentos eficazes para punir o mal profissional não necessitando portanto de um conselho de classe.
Um diploma não é garantia de qualidade.
Normas Técnicas e um código de ética podem ser estabelecidos sem a necessária regulamentacão da profissão.

Positivamente
Os serviços prestados podem melhorar de qualidade.
Estabelecimento de uma ética profissional.
Establecimento de normas técnicas.
Denominação da profissão (proposta: Informata, Computólogo)
A classe tem o desejo da profissão não ser controlada por conselhos de outras classes.

Informática: a regulamentação profissional

O atual projeto de lei(PLS 00607)que está sendo analisada pelo senado para regulamentar a profissão na área de informática parece ser benéfico para as pessoas com diploma na aréa em analise de sistemas ou ciência da computação, pois traria um piso salárial e o fim da concorrência entre esse profissional e pessoas de outras aréas(como os de engenharia) que trabalha nesta. Para a sociedade em geral parece ser negativo pois traria um retrocesso na velocidade ou na força da evolução das tecnologias, já que há tantas pessoas que não tem diploma ou são de outras áreas que contribuem para esta.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Projeto de Regulamentação da profissão de Analista de Sistemas


PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 607 DE 2007

Ementa: Dispõe sobre a regulamentação do exercício da profissão de Analista de Sistemas e suas correlatas, cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Informática e dá outras providências.
Autor: SENADOR - Expedito Júnior


A meu ver os pontos positivos do PLS 607/07 são prever a responsabilidade técnica pelos projetos desenvolvidos em bases profissionais e o reconhecimento dos direitos e obrigações do profissional em questão, e assim, regularizar um setor que hoje é responsável por mais de 900 mil empregos e que vem gerando uma riqueza que beira os R$ 9 bilhões. Porém aos olhos de Roberto Bigonha (professor do departamento de Ciência da Computação da UFMG) e José Carlos Maldonado (presidente da SBC) o projeto traz um ponto negativo que é a exigência de diplomas universitários ou técnicos para exercer a profissão, que segundo Bigonha e Maldonado criaria uma reserva de mercado e eliminaria uma série de profissionais de outras áreas (médicos, engenheiros, biólogos, etc.) que atuam no setor de TI. Entretanto o projeto em seu art. 2º estabelece que “poderão” exercer a profissão de Analista de Sistemas os possuidores de diploma em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados, e assim amplia as possibilidades de enquadramento profissional, outro exemplo é o art. 4º do projeto que ao estabelecer quais as suas atividades e atribuições, não restringe a atuação de outros profissionais. Também não é estabelecida nenhuma exclusividade ou fixado que determinada atividade ou atribuição será privativa do portador de diploma das profissões antes referidas, ao contrario do exposto por Bigonha e Maldonado.


Bom, é de se notar que tal projeto ainda precisa de mais tempo de maturação, uma vez que o que seria grande ponto do projeto (a criação do Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Informática) é exatamente o que o torna inconstitucional uma vez que os conselhos profissionais são autarquias vinculadas ao Poder Executivo...




fontes:
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/getPDF.asp?t=23039
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/getPDF.asp?t=51596
http://blog.sindpd.org.br/2008/11/11/debate-no-senado-aponta-caminhos-para-regulamentacao-da-profissao-de-analista-de-sistemas/
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/Consulta.asp?STR_TIPO=PLS&TXT_NUM=607&TXT_ANO=2007&Tipo_Cons=6&FlagTot=1

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Tecnologia x desemprego

O desemprego é um assunto crítico na sociedade, que gera várias discussões acerca de si. É muito comum se ouvir, por exemplo, que "a grande causa do desemprego é o avanço da tecnologia". Será que é realmente assim? De acordo com Judas Tadeu Grassi Mendes, Ph.D. em economia pela Ohio State University (EUA), pós-doutor pela mesma universidade, "a adoção tecnológica, em especial as novas técnicas ligadas à automação e robotização nos processos fabris, resultam em menor uso de recursos humanos, ou seja, a tecnologia permite produzir mais com menos mão-de-obra. Daí a aparente controvérsia entre tecnologia e desemprego".
Mas por que aparente? Ora, é só pensarmos na quantidade de empregos gerada pela tecnologia no setor terciário. Hoje, com o avanço dos meios de produção, o setor terciário é responsável por mais da metade dos empregos gerados no país. E é nesse setor que se encaixam os "novos cargos" gerados pela tecnologia, como técnico da informação, operador de telemarketing, operador de diversos tipos de máquinas, dentre outros cargos dos mais diversos.
Para comprovar-se com um exemplo o que acima foi dito, basta se observar o exemplo dos Estados Unidos. Uma economia altamente automatizada, não só no processo fabril mas também em todo o segmento de logística, com uma população economicamente ativa (leia-se que trabalha) superior à população total brasileira e mesmo assim o nível de desemprego é um dos mais baixos do mundo, quando deveria ser um dos maiores, caso a tecnologia realmente desempregasse.


Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia#Tecnologia_e_economia
http://www.midiaindependente.org/eo/blue/2004/10/292570.shtml

Evolução tecnológica x inclusão digital

A inclusão digital basicamente é a iniciativa de fazer com que a sociedade obtenha conhecimento mínimo para utilizar os recursos da tecnologia da informação e de comunicação, bem como ter e utilizar os recursos físicos, tais como os computadores com acesso à internet.

O governo já tomou diversas atitudes para favorecer a boa evolução da Inclusão Digital em nosso país, tais como disponibilizar laboratórios de informática nas escolas brasileiras e o acesso à internet com banda larga ou oficinas de aprendizado.

Mas a grande questão de toda a problemática é: será que essa inclusão vem acompanhando a constante evolução tecnológica que se dá em todo o mundo? Será que a velocidade das ações tomadas pelo governo são compatíveis com o avanço dos meios de comunicação?

Até 2005, as escolas públicas enfrentaram seriíssimos problemas devido a falta de priorização nos recursos. Desta forma a informatização nas escolas não acompanhou a evolução no mundo. Nas escolas do Ceará por exemplo, a cada 5 escolas 1 tinha laboratório de informática, e neste laboratório apenas 5 computadores funcionavam. Tudo isto levou o Brasil a ocupar a lanterninha na América Latina, em 2005, no ranking dos países sobre o uso da Tecnologia da Informação.

Hoje, já estamos vendo investimentos significativos na aquisição de computadores pelo governo Federal. Em números, só no ano de 2007, 10mil computadores foram adquiridos. Nas escolas de Fortaleza a situação se inverteu, é difícil encontrar escola sem laboratório de informática. Mas isso só foi possível graças ao uso do Software Livre, o que barateou em mais de 50% os custos da aquisição de um computador.

Conclusão: houve uma certa "lentidão" no andamento das políticas governamentais para combater a inclusão digital, mas está havendo um progresso. A velocidade de evolução ainda não está totalmente compatível, mas há de se ressaltar que a melhora é significativa em relação à década passada e ao começo desta.

Fontes: http://imasters.uol.com.br/artigo/5004/a_inclusao_digital_no_brasil
http://www.broffice.org/inclusao_digital-problema_ou_solucao