O desemprego é um assunto crítico na sociedade, que gera várias discussões acerca de si. É muito comum se ouvir, por exemplo, que "a grande causa do desemprego é o avanço da tecnologia". Será que é realmente assim? De acordo com Judas Tadeu Grassi Mendes, Ph.D. em economia pela Ohio State University (EUA), pós-doutor pela mesma universidade, "a adoção tecnológica, em especial as novas técnicas ligadas à automação e robotização nos processos fabris, resultam em menor uso de recursos humanos, ou seja, a tecnologia permite produzir mais com menos mão-de-obra. Daí a aparente controvérsia entre tecnologia e desemprego".
Mas por que aparente? Ora, é só pensarmos na quantidade de empregos gerada pela tecnologia no setor terciário. Hoje, com o avanço dos meios de produção, o setor terciário é responsável por mais da metade dos empregos gerados no país. E é nesse setor que se encaixam os "novos cargos" gerados pela tecnologia, como técnico da informação, operador de telemarketing, operador de diversos tipos de máquinas, dentre outros cargos dos mais diversos.
Para comprovar-se com um exemplo o que acima foi dito, basta se observar o exemplo dos Estados Unidos. Uma economia altamente automatizada, não só no processo fabril mas também em todo o segmento de logística, com uma população economicamente ativa (leia-se que trabalha) superior à população total brasileira e mesmo assim o nível de desemprego é um dos mais baixos do mundo, quando deveria ser um dos maiores, caso a tecnologia realmente desempregasse.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia#Tecnologia_e_economia
http://www.midiaindependente.org/eo/blue/2004/10/292570.shtml
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
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